BLOG DO BILL - Rock e Cultura Pop


O FORRÓ-CORE DOS RAIMUNDOS

 

Nos anos 70, Raul Seixas já colocava o rock’n’roll lado a lado com ritmos brasileiros. Nos 90 essa mistura mostrou duas faces bem interessantes: o maracatu com peso e guitarras distorcidas do Chico Science & Nação Zumbi, e o hardcore com “tempero” nordestino dos Raimundos.

Rodolfo (voz) e Digão (guitarra) já se conheciam e tocavam juntos desde 87 em Brasília, e logo se juntaram ao Canisso (baixo). Nas apresentações, um misto de Ramones (banda preferida deles), algo de material próprio, e arranjos pesados para músicas do forrozeiro nordestino Zenilton, que eles também admiravam muito, principalmente pelas letras de duplo sentido. A formação fechou definitivamente em 92, com a entrada de Fred, que acabou “substituindo” uma bateria eletrônica.

Gravaram uma fita demo e começaram a fazer apresentações, não só em Brasília, como também em festivais pelo país. A demo acabou parando nas mãos do Carlos Eduardo Miranda (aquele mesmo, do ìdolos), que na época trabalhava na revista Bizz. Miranda viu o potencial na banda já na primeira audição, e se ofereceu para produzir o grupo, visto que estava envolvido com o selo Banguela, de propriedade dos Titãs.

Gravaram em 94 o primeiro cd, “Raimundos” e de cara mostraram a marca registrada (pelo menos dos primeiros anos) – o forró-core. “Puteiro em João Pessoa”, “Nega Jurema”, “Palhas do Coqueiro” são as mais conhecidas. Impressionante a rapidez com que Rodolfo canta algumas músicas, especialmente “Nega Jurema” (tente cantar junto). Em “Rapante”, na minha opinião, está o melhor “crossover” hardcore-forró.

Já estourados no país, gravam Lavô tá Novo (1995), com um som mais lapidado e mais pesado e mostram evolução também nas letras. “Eu Quero Ver o Oco”, é uma engraçada narração, com o protagonista tentando “tirar tudo” de um “opalão” e indo parar no hospital. “O Pão da Minha Prima” faz uma ponte com o Zenilton, “I Saw You Saying (That You Say That You Saw)” também tocou muito e ajudou na ótima vendagem do cd.

No final de 96, lançam “Cesta Básica”, apanhado de gravações ao vivo e algumas inéditas.

Lapadas do Povo (1997), gravado em Los Angeles, distancia um pouco os Raimundos dos ritmos nordestinos e é bem pesado como por exemplo na faixa de abertura “Andar na Pedra”. “Pequena Raimunda” também foi bem executada.

Em 99, lançam “Só no Forévis”, uma espécie de protesto contra as rádios e a proliferação do pagode de qualidade discutível, ironizado a partir da capa. “A Mais Pedida”, com participação da Érika, da banda Penélope, resume bem esse assunto. “Mulher de Fases” fez enorme sucesso, e é meio que, de uma forma um pouco inusitada, uma canção de amor! Na época eu comentei com amigos que essa música era no estilo “romântico século 21”. É a minha preferida deles. “Me Lambe” também tocou bastante. Curiosidade: o título “Só no Forévis” é uma homenagem ao “trapalhão” Mussum.

Já com uma carreira consolidada, recheada de sucessos, e com um público cada vez maior, resolvem gravar o “Mtv ao Vivo”, em 2000, com 40 (!) músicas, divididas em dois cds vendidos separadamente, e um dvd. Foram usados para a gravação trechos de shows em São Paulo, Sorocaba, Goiânia e Curitiba, sendo que a “espinha dorsal” é o de Curitiba, aonde obtiveram o melhor resultado, segundo eles. Tem até uma versão de “20 e Poucos Anos” do Fabio Jr., que eles fizeram a pedido da Mtv para a abertura de um programa. E tudo o que eles gravaram de melhor dos cds anteriores.

Quando estavam se preparando para gravar material inédito, em 2001, Rodolfo resolve sair da banda, devido a sua conversão religiosa. Obviamente, após esse fato, ele não poderia continuar a cantar suas letras cheias de palavrões e assuntos bem distantes de sua atual condição. Rodolfo monta o Rodox, que chegou a fazer relativo sucesso no começo. Atualmente, o Rodox não existe mais, e Rodolfo segue em carreira-solo.

Voltando aos Raimundos: depois dessa enorme perda eles quase chegaram a desistir, mas resolvem continuar, com Digão nos vocais, e gravam “Éramos 4”, nesse mesmo ano de 2001, com várias covers dos Ramones e a até então inédita “Sanidade”, que estava naquela fita demo que caiu nas mãos do Miranda. Marquinhos (da banda Peter Perfeito), guitarrista, entra na banda e gravam “Kavookavala” (2002).

Logo depois Canisso também sai e chega a tocar na banda de Rodolfo. Alf (Rumbora) substitui Canisso. Com essa formação, gravam “Ponto Qualquer Coisa” em 2005.

O futuro é incerto, mas eles seguem tocando e compondo.

A mistura explosiva presente no som dos Raimundos, o forró-core, coloca a banda no cenário do verdadeiro rock “brasileiro”.

 

 

Saúde!!



Escrito por Bill às 11h35
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Hey, McFly!

Essa é uma fala recorrente na trilogia “De Volta Para O Futuro”. A cena sempre é a mesma: o vilão Biff Tannen entra em algum estabelecimento (lanchonete, saloon) e dirige-se para o protagonista Marty McFly, que está sempre ao balcão de costas para a porta.

Recentemente, vi uma reprise de “Volta. Volta Para O Futuro I”, e cara, como eu acho legal essa “saga”. Talvez os cinéfilos considerem cinema-pipoca (ou algum termo similar), mas o fato é que é muito bom.

Parece que foi H.G. Wells quem começou com essas estórias de viagens no tempo. Ao contrário de Julio Verne, os contos de Wells não se tornaram realidade (pelo menos ainda).

Nos anos 60/70, tinha também uma série de Tv que fez muito sucesso, o “Túnel do Tempo”.

Voltando ao filme: Marty McFly é um garoto típico dos anos 80 meio frustrado por conviver com problemas em sua família, por falta de atitude de seu pai no passado. Marty é amigo do Dr. Emmett Brown (Doc, como Marty o chama), que faz o tipo cientista-louco, mas revela-se um gênio ao criar uma máquina que permite a viagem no tempo. McFly acaba entrando na máquina meio sem querer e acaba voltando ao ano de 1955 e vê a oportunidade de “refazer” o passado de seu pai para que o presente seja mais aprazível. Impagável é a cena em McFly toca guitarra numa festa de colégio, fazendo uma mistura de Chuck Berry, Jimi Hendrix e Eddie Van Halen. “Seus filhos vão adorar isso”, diz Marty para uma platéia assustada com a performance, numa das várias falas antológicas da trilogia.

Nas duas partes seguintes várias reviravoltas em épocas diferentes num ritmo alucinado. O cenário é sempre o mesmo: a fictícia cidade de Hill Valley. As características da cidade são sempre mostradas de acordo com a época em que Marty e Doc estão, num resultado bem interessante. O Relógio da praça central, por exemplo, está sempre presente, quase como um personagem. Na parte III, que se passa no velho oeste, a banda ZZ Top faz uma participação tocando em um baile. Eles tocam “Doubleback” num arranjo “western”, e olhe que combinou! E pelo menos a banda não precisou de maquiagem, quem conhece o visual deles sabe do que estou falando. 

As alucinadas confusões de Marty e Doc rendem ótimas passagens num ritmo rápido. No final da terceira parte, quando tudo se resolve, fica uma sensação ruim, com a gente querendo mais. Pena, que pelo que parece, Hollywood nunca cogitou mais continuações.

Michael J. Fox (McFly) hoje sofre do mal de Parkinson, mas os efeitos dessa doença agora são facilmente controlados por medicamentos que fazem a pessoa viver uma vida quase normal e acho que poderia protagonizar sem problemas.

Os filmes são ótimos para se ter em casa, ou num final de semana meio sem programas, vale a pena locar os três e assistir de uma tacada só.

 

 

 

Saúde!!



Escrito por Bill às 16h04
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A LIVERPOOL DOS BEATLES

Recentemente, o Casbah Coffee Club, em Liverpool, local aonde os Beatles tocaram pela primeira vez, virou patrimônio histórico. Na época, o clube era de propriedade da mãe do Pete Best, o primeiro baterista deles.

Em Liverpool, existe uma espécie de “tour beatles”, roteiro obrigatório para turistas, que percorre todos os lugares que fazem referência ao quarteto.

Alguns locais:

As casas aonde eles nasceram e passaram a infância/adolescência: Dizem que a do John é a mais bonita, porque ele estaria “meio degrau” acima dos outros na escala social. John morou durante muito tempo com seus tios na 251 Menlove Avenue.

O famoso Cavern Club. Apesar do Casbah, todos relacionam o início dos Beatles ao Cavern, pois eles tocaram lá exaustivamente, e também foi ali que foram descobertos pelo Brian Epstein. Hoje em dia, o Cavern está do outro lado da rua onde estava originalmente. Alguns anos atrás, Paul McCartney gravou um cd com David Gilmour (Pink Floyd), Ian Paice (Deep Purple) e outras feras, com rocks dos anos 50, e fez um show com essa turma no Cavern, para algumas dezenas de sortudos.

Em frente ao rio Mersey, está o Beatles Story, uma espécie de museu audiovisual dos Beatles.

Penny Lane – a famosa música refere-se a uma rua, aonde eles circulavam o tempo inteiro. Paul, John Lennon e a mãe do primeiro filho de Lennon (Cynthia), moravam nas redondezas.

Na Mathew Street tem uma estátua de Lennon, exatamente como ele aparece na capa de seu disco “Rock’n’Roll” de 1975.

Strawberry Fields, um orfanato do Exército da Salvação, foi eternizado com “Strawberry Fields Forever”. Chegou a ser demolido e depois reconstruído, com o portão vermelho original. Yoko Ono já fez várias doações ao local.

A igreja St. Peter's Parish, aonde Paul viu John tocando pela primeira vez, com a sua banda Quarrymen.

E outros.

Mas eu tenho um sonho antigo: visitar outro lugar, que não fica em Liverpool, mas em Londres: Os estúdios Abbey Road. Na capa do disco que leva o nome do estúdio, os Beatles aparecem atravessando uma rua na faixa de pedestres, em direção ao Abbey Road. Vocês sabem qual é essa capa. Aquela sobre a qual inventaram aquele monte de bobagens, que ela teria pistas dando conta que Paul teria morrido (impressionante como tem gente sem ter o que fazer).

Como eu gostaria de tirar uma foto atravessando aquela rua, como muitos fazem, e visitar todos esses lugares.

Mas fazer o que? A única coisa que pude fazer em relação a tudo isso foi virar torcedor do Liverpool (que por sinal não é grande coisa, mas também não é dos piores). Como na música dos Stones: “O que mais um garoto pobre pode fazer, a não ser tocar numa banda de rock’n’roll?” – E comprar uma camisa do Liverpool? Rsrsrs. E nem garoto eu sou!

 

Saúde e abraços roqueiros.



Escrito por Bill às 17h00
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GREEN DAY E U2

O Green Day e o U2 gravaram um single juntos para arrecadar fundos para as vítimas do katrina. Veja as duas bandas tocando juntas:

http://www.youtube.com/watch?v=SAfFK0qfgAM , muito bom.

Abraços roqueiros

 



Escrito por Bill às 09h53
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JOHN LENNON – GIVE PEACE A CHANCE


Já imaginaram uma pessoa influente, conhecida no mundo todo, usando sua fama para dizer coisas como: “all you need is love”, “imagine all the people living life in peace”, “give peace a chance? Que fez lindas homenagens às suas imagens de infância como “Strawberry Fields Forever”? Que defendeu publicamente com unhas e dentes até o fim seu relacionamento com uma mulher que todos detestavam? Que se retirou da vida pública por cinco anos para cuidar e curtir seu filho? Que usou incansavelmente sua imagem pública para chamar a atenção das pessoas para que lutassem pela paz no mundo? Que...(ponha aqui seu comentário). Está para estrear um filme-documentário, “The U.S. vs. John Lennon” de David Leaf, em que são retratados os vários problemas que John teve com as autoridades americanas, e me lembrei que a carreira solo dele, apesar de ter grandes sucessos, não é costumeiramente comentada.


Vamos dar uma olhada: UNFINISHED MUSIC NO 01: TWO VIRGINS (1968) – Com os Beatles em crise e caminhando para uma eventual separação, John comemora seu relacionamento com Yoko com um disco totalmente experimental. A capa, com o casal nu assustou a gravadora, que se recusou a distribuir, o que acabou sendo feito de forma independente. UNFINISHED MUSIC NO 2: LIFE WITH THE LIONS (1969) – Raríssimo, esse trabalho também experimental registra as sensações de John sobre a gravidez de Yoko e a expectativa pelo nascimento do primeiro filho deles. Yoko acabou perdendo o bebê. Na capa John aparece dormindo ao lado da cama dela, no hospital. WEDDING ALBUM (1969) – O “álbum de casamento”. Na capa uma foto do dia da cerimônia, realizada em Gibraltar. No encarte, até fotos do bolo de casamento. Seguem os experimentalismos, e também uma gravação de entrevista deles durante o famoso bed-in (em que, como forma de protesto, os dois ficam na cama por vários dias). LIVE PEACE IN TORONTO (1969) Show gravado em Toronto, com uma banda formada por Eric Clapton nas guitarras, Klaus Voorman no baixo, e Alan White na bateria. Tem clássicos do rock como “Blue Suede Shoes”, e “Dizzy Miss Lizzy” e sucessos solo lançados em single como Cold Turkey (John descreve uma pessoa sofrendo com abstinência de drogas), e o hino pacifista “Give Peace a Chance”. PLASTIC ONO BAND (1970) – Primeiro grande trabalho de John, agora sim sua carreira solo autoral tem início. “God”, uma espécie de manifesto, diz em sua letra que John não acredita em mais nada, mas acredita sim nele e em Yoko. Dessa música também é a famosa frase “O sonho acabou”, referencia direta aos Beatles. Também fala de seu trama pela morte da mãe (quando ele era ainda criança) em “Mother”. Aqui John usa a teoria do “grito primal” de Janov. Tem também “Working Class Hero”, só voz e violão, em que são citadas as mazelas pelas quais passam as pessoas do “proletariado”. IMAGINE (1971) – A faixa-título, todo mundo conhece, foi usada em inúmeras campanhas pacifistas por aí afora. Dada a utopia da letra, a certa altura John diz “você pode me achar um sonhador, mas não sou o único”. E não é mesmo. Declara-se um “cara ciumento” (Jealus Guy) , desfere farpas ao ex-companheiro de banda Paul McCartney em “How Do You Sleep”, critica o militarismo em “I Don't Wanna Be a soldier Mamma, I Don't Wanna Die” e declara seu amor em “Oh Yoko”. Esse é John Lennon. SOME TIME IN NEW YORK CITY (1972) – O mais “enganjado” de John. Aqui ele faz apologia ao feminismo em ‘Woman is the Nigger of The World”, e faz críticas políticas e sociais em “Attica State”, “Sunday, Blood Sunday”, “John Sinclair” e quase no disco todo. MIND GAMES (1973) – John e Yoko estavam em conflito e em vias de separação nessa época, e a capa é simbólica: Ao fundo, Yoko sendo representada como uma montanha, e na frente John com uma mala de viagem, como se fosse partir. Na faixa-título, John diz: “Love is the answer and you know that for sure”. Curiosidade: essa frase foi citada no filme “Quatro casamentos e um funeral” pela protagonista. Ele também “constrói” sua sociedade ideal em “Nutopian International Anthem”. Lembra algo do Raul Seixas, não? WALLS AND BRIDGES (1974) – Fase em que John estava no seu “longo fim de semana perdido”, segundo ele. Separado, manteve um romance com May Pag, e sua vida era uma entrega total às festas e bebedeiras. Ele chegou a declarar anos mais tarde que nunca bebeu tanto na vida. Aqui, o hit é “Whatever Gets you Thru The Night”. Seu pequeno filho Julian Lennon toca bateria em “Ya ya”. “N.9 Dream” tem uma belas melodia e letra, e também vira sucesso. ROCK'N'ROLL (1975) – John estava em processo de reconciliação com Yoko, e resolve gravar só standarts do Rock, como “Be Bop a Lula”, “Peggy Sue”, “Sweet Little Sixteen” e outras, músicas que fizeram sua cabeça na adolescência e o inspiraram a tocar rock and roll. “Stand By Me”, de Ben E. King acabou ficando conhecidíssima na voz de John, a ponto de muitas pessoas pensarem que era composição sua. SHAVED FISH (1975) – Sempre achei esse nome engraçado. É uma boa coletânea, que inclui também músicas só lançadas em single, como “Happy Xmas”, que foi composta para o natal de 1969, outro grande libelo pacifista de John. “Instant Karma” também só tinha saído em compacto. Devidamente em paz com Yoko, Lennon decide ter um filho (Sean) e resolve se retirar da vida pública por cinco anos, para literalmente viver desta vez o fato de ser pai. DOUBLE FANTASY (1980) – Depois de todo esse tempo, John e Yoko lançam esse trabalho que parece um diálogo marido-mulher-filho, com músicas de John e Yoko intercaladas. A primeira faixa de trabalho, “(Just Like) Starting Over”, é nome de uma planta e um símbolo dessa retomada de John pela carreira. “Woman” é uma declaração de amor total a Yoko (e às mulheres). Em “Watching the Wheels”, John se dirige às pessoas que estavam curiosas pelo que ele vinha fazendo nesse tempo de recesso. “Beautiful Boy” parece uma canção de ninar para Sean. Esse disco foi lançado em Novembro de 1980. Em 8 de Dezembro no mesmo ano, acontece aquilo que todos sabem: Insanamente, Mark Chapman, um “fã”, mata covardemente John a tiros em frente ao Dakota, famoso prédio de Nova York aonde Lennon morava. Um absurdo total, como muitos já disseram: Uma pessoa que se dedicou tanto pela causa da paz perece dessa maneira. De não se conformar mesmo. MILK AND HONEY – Esse disco já estava praticamente pronto quando John morreu, mas foi lançado só em 1984. Destaques: “I'm Stepping Out” e “Nobody Told Me”. LIVE IN NEW YORK CITY – Foi gravado ao vivo em 1972, mas lançado em 1986. Tem as mais conhecidas de John até então, mais “Come Together” dos velhos tempos dos Beatles e “Round Dog”, sucesso de Elvis Presley. MENLOVE AVE, também de 1986 traz sobras de estúdios e versões alternativas de algumas músicas. E inúmeras coletâneas e filmes, como “IMAGINE” um grande apanhado de imagens e fatos de John em todas as fases de sua vida. A mensagem pacifista de John e seu humor ácido e inteligente fazem muita falta nos dias de hoje. John Winston Lennon nasceu em 9 de Outubro de 1940. Give Peace a Chance.



Escrito por Bill às 15h46
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SEX PISTOLS – ANGRY IS A ENERGY

Ao contrário do The Clash, politizado e bem informado, os Sex Pistols vieram quebrando tudo, literalmente, cuspindo (também literalmente, às vezes) ódio e desprezo contra o estabelishment, de uma maneira contundente, a ponto de se transformar num fenômeno mais social do que musical. E sem dúvida provocando um divisor de águas decisivo na própria história do rock and roll. O The Clash, inclusive teve apoio dos Pistols nas primeiras apresentações.

Se o Clash tinha os seus alvos bem delineados e criticava tudo com uma percepção aguçada, os Pistols simplesmente derrubaram todas as barreiras em assuntos até então pouco mencionados, até por falta de coragem, por exemplo, a rainha da Inglaterra e o estilo de vida britânico, conhecido por seu conservadorismo.

Vociferaram também contra as bandas de rock milionárias isoladas em seus “castelos”, impondo o seu famoso “faça você mesmo” – ideologia que diz que não precisa ser um virtuose no instrumento para tocar rock’n’roll, mas sim ter atitude. Tudo isso com uma raiva genuinamente punk. É uma energia até pesada, mas não dá para tentar explicar o que eles foram e representaram sem tocar nesses pontos.

Fazendo uma síntese dessas duas grandes bandas do punk, dá para ser ter uma idéia – posso estar sendo pretensioso – da ideologia desse movimento. Punks, corrijam-me. Detesto passar desinformação.

Imagine a tal conservadora sociedade britânica. Ano de 1975. Bandas como o Led Zeppelin tinham seu próprio avião com o seu logotipo estampado.

Em uma loja que hoje chamaríamos de sex shop, entra um garoto com os dentes em condições precárias, cabelos descoloridos, e uma camiseta do Pink Floyd com I hate (eu odeio) escrito à caneta em cima do logo da banda, e a foto dos integrantes com os olhos furados.

A loja em questão é a Sex, de propriedade de Malcom Mclaren, que viria depois a montar e empresariar os Sex Pistols, e o garoto em questão era John Lydon, ou talvez pelo estado de seus dentes, Johnny Rotten.

Mclaren já vinha burilando a montagem da banda, e imediatamente após um teste (fizeram ele cantar junto com uma jukebox), Johnny foi efetivado como membro dos Sex Pistols, ao lado de Steve Jones (guitarra), Glen Matlock (baixo) e Paul Cook (bateria). O curioso era que Rotten nunca havia cantado antes na vida, mas tinha a postura adequada para, para o “projeto” – um som cru e agressivo combinado com as roupas criadas pela estilista Vivienne Westwood, mulher de Mclaren, segundo o próprio a criadora do visual punk. Alguns comentam que além dos Sex Pistols, o próprio punk nasceu aí. Mas são especulações históricas, dado que o punk já vinha nascendo desde bandas como os Stooges.

Logo gravam o primeiro compacto – Anarchy In The UK – clássico total do punk, com pesadas críticas aos valores britânicos vigentes.

Acabam sendo as primeiras pessoas a dizerem “fuck Off” num programa de televisão ao vivo. Tudo isso somado, acabou causando a expulsão da EMI, a gravadora deles.

Glen Matlock sai da banda após vários desentendimentos, e em seu lugar entra Sid Vicious, que apesar de ser um baixista com poucos recursos, acaba se tornando um verdadeiro ícone do punk.

Para coincidir com o Jubileu da rainha, e lançam um novo compacto, “God Save The Queen”, e fazem um show em um barco no rio Tamisa, irônica “homenagem”, que rendeu a eles (principalmente Rotten) algumas surras nas ruas. E foram expulsos de novo, desta vez da A & M.

Contratados pela Virgin, em 1977 gravam “Nevermind The Bollocks Here's The Sex Pistols”. Sid não aparece na maioria das sessões de gravação, e o baixo ficou a cargo de Steve Jones. Jones, aliás, é um caso a parte aqui. Ele gravou muralhas de guitarras sobrepostas, para conseguir mais agressividade ainda, e consegue. E acima de tudo, as letras, e a voz de Rotten, que consegue passar toda sua raiva pelo estabelishment, em faixas como as duas já citadas, mais "Holidays in the Sun", "Pretty Vacant", "Bodies", entre outras. Milhares de bandas foram montadas por causa deste disco. Por vários motivos, é sempre citado como um dos fundamentais do rock’n’roll.

Sid começa a se envolver cada vez mais com drogas pesadas e sua namorada autodestrutiva Nancy Spugen. E também consolida a sua imagem de símbolo do punk, com uma atitude de palco arrasadora.

A banda também parece ser autodestrutiva, a ponto de Johnny declarar em alguns shows para a platéia: “Vocês já se sentiram vítimas de uma trapaça?” Nesse cenário caótico, a banda acaba encerrando as atividades, depois de uma excursão pelos Estados Unidos.

Depois de algum tempo, sai “The Great Rock And Roll Swindle” filme + disco, uma colcha de retalhos. Destaque para Sid cantando “My Way”.

Nancy, a namorada de Sid acaba morrendo, e ele é o principal suspeito pela morte dela. Meses depois ele morre por overdose. Essa história é contada no filme “Sid & Nancy – O Amor Mata” de Alex Cox.

Rotten, agora John Lydon, monta o PIL (Public Image Ltd) e grava alguns bons discos. Sua atitude continua a mesma, como por exemplo, nos shows, quando ele falava ao microfone: “Angry Is A Energy”.

Em 1996, eles se reúnem (com Matlock no baixo) para uma turnê, considerada até por eles próprios como caça-níqueis.

Ufa! Depois de um texto desses o próximo acho que vai ser sobre o The Mammas and the Pappas, rs.

Brincadeiras a parte, gostem ou não, os Sex Pistols racharam o rock no meio, e durante sua curta existência (refiro-me à fase da inicial, da gravação do disco), não se renderam à nenhuma armadilha da indústria musical e nem fizeram concessão alguma em troca de uma posição mais confortável. Por todos os problemas que envolveram a banda, chegaram a se apresentar com nomes diferentes para continuar tocando.

Escrito por um roqueiro clássico, mas respeitoso, esse texto é dedicado a todos os punks de cabeça e coração. Never Mind The Bollocks.



Escrito por Bill às 16h51
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THE CLASH - A ÚNICA BANDA QUE REALMENTE IMPORTA

Surgidos no encalço do chamado pré-punk, que teve nomes como Ramones, Iggy Pop e os seus Stooges, MC5 e outros, sempre imaginei os Sex Pistols e The Clash como uma espécie de Beatles e Rolling Stones do punk. Reunindo a coragem e atitude dos Sex Pistols (falo deles mais tarde), o Clash construiu uma obra extensa e diversificada, atingindo um público maior, ao contrário dos primeiros, que cru ao extremo, não conseguiram. Em parte também pela carreira curta e em alguns pontos trágica dos "pistolas". Mas hoje o assunto é o Clash.

O The Clash foi formado em 1976 por Joe Strummer (vocais, guitarra), Mick Jones (vocais, guitarra), Paul Simonon (baixo), Keith Levene (guitarra, que abandonou a banda logo no começo) e Terry Chimes (bateria, substituído depois por Topper Headon).

Liderados pela dupla Strummer-Jones, principalmente por Strummer, grande compositor, o Clash se caracterizou desde os seus primórdios pela atitude contestadora.

Em 1977 gravaram o primeiro álbum - "The Clash" - com canções no melhor estilo punk - sem firulas, curtas, guitarra-baixo-bateria. Esse disco tem "Police & Thieves", cover de Junior Murvin (grande nome do reggae), que nas mãos deles virou uma espécie de reggae-punk, e "I Fought The Law", que se tornariam duas das mais conhecidas de toda a trajetória deles.

Logo depois, em 78, veio "Give ‘Em Enough Rope", mantendo a temática política, ferozmente retratada nas letras. A banda também demonstrava publicamente sua simpatia por grupos libertadores e esquerdistas.

London Calling, de 1979, torna-se um clássico absoluto. A começar pela capa, que imita o design de um título de um disco de Elvis Presley, e tem uma foto de Paul Simonon destruindo seu baixo (ele costuma dizer que se arrependeu em parte de ter quebrado aquele instrumento, que era muito bom). Apesar da grande quantidade de músicas, London Calling pode ser ouvido de uma vez só sem medo, pois tem "Brand New Cadillac", "Spanish Bombs", "Train in Vain", e principalmente a faixa-título, que na minha opinião é uma das maiores músicas que o punk produziu.

A diversidade musical, a qual tinha me referido no começo, atinge altos níveis nesse álbum, que vai do punk tradicional ao reggae e ao rockabilly.

"Sandinista!", de 1980 é um album triplo, que tem "The Magnificent Seven". Mais diversificado ainda, dando ênfase ao reggae (tocado a maneira deles, lógico) e experimentalismos nunca antes imaginados no punk, mas sem perder a pegada e o tom de protesto contra tudo que eles odiavam.

Em 1982, veio "Combat Rock", um pouco mais pop. "Should I Stay Or Should I Go?",

"Rock the Casbah" e "Straight to Hell" são os destaques.

Essa fase foi marcada por grandes desentendimentos, que por exemplo culminaria nas saídas de Topper Headon, que deu lugar ao velho conhecido Terry Chimes, e mais grave, de Mick Jones.

Já descaracterizado e perdendo o ímpeto inicial, gravaram "Cut The Crap" em 1985,  que não consegue nem o impacto nem a entrega dos primeiros trabalhos. "We Are the Clash", por exemplo, concebida claramente para virar um hino da banda, não chega nem aos pés de seus maiores clássicos. Nick Shepperd e Vince White tocaram as guitarras no disco. Em 1985 - inevitável - a banda acaba.

Joe Strummer chegou a trabalhar em trilhas de filmes, e montou bandas como "The Mescaleros" para continuar tocando. Mas o maior momento das apresentações era quando ele - só voz e guitarra - tocava coisas como "London Calling".

Mick Jones montou o B.A.D. (Big Audio Dinamite), com músicas recheadas de samplers, que fez relativo sucesso na segunda metade dos anos 80. Posteriormente, Strummer chegou a colaborar com Jones no BAD. Em tom de brincadeira, Jones declarou na época que chamou Strummer para trabalhar porque este estava em dificuldades, inclusive estava "tendo que dormir embaixo do piano".

Uma curiosidade: "London Calling", álbum duplo, por exigência da banda foi vendida ao preço de simples, e "Sandinista!", triplo, também por exigência deles foi vendido a preço de duplo.

Em 2002, Strummer morreu de ataque cardíaco.

Talvez pela atitude corajosamente política e contestadora, O Clash ganhou o famoso sub-título de seus fãs: "A única banda que realmente importa". 



Escrito por Bill às 14h17
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THE DOORS - AS PORTAS DA PERCEPÇÃO PARTE II

Gravam "L.A. Woman" em 1971, e, mesmo não se comparando aos primeiros trabalhos conseguem realizar um bom disco. Os destaques são a faixa-título, mais "Love Her Madly" e "Riders On The Storm", essa quase perfeita, num grande casamento letra+arranjo+efeitos: um barulho de chuva perdura por toda a música, tornando o resultado muito bom de se ouvir.
Quando ainda estavam na fase de divulgação, recebem a notícia: Jim Morrison falecera em Paris, onde estava morando nos últimos tempos. Ele teve uma parada cardíaca em condições que não foram bem explicadas.
Contrariando o óbvio, os três membros remanescentes ainda gravam mais dois discos, mas sem nenhuma repercussão. Esse óbvio é que não existe The Doors sem Jim Morrison.
Décadas depois Oliver Stone lançaria um filme contando a história da banda, com Val Kilmer fazendo o papel de Jim. No começo, todos acharam a atuação dele magistral, mas basta dar uma olhada nos vídeos originais e ouvir os relatos dos membros remanescentes, para vermos que não é bem assim. Alguns fatos estão mal contados, outros exagerados, e o filme acaba mesmo caindo no padrão hollywoodiano, apesar de ter boas cenas. Manzarek detestou, e na época chegou a cogitar a possibilidade de contar a história sob sua ótica.
Nos últimos tempos, eles têm se apresentado novamente como The Doors. Somente Krieger e Manzarek, pois Densmore acabou se desentendendo com eles. E com Ian Astbury, do The Cult nos vocais. Astbury meio que força a barra, tentando ser Jim até no visual, mas convenhamos...
Nada contra ele, mas não se trata de banda cover. 
Os discos e vídeos estão aí, todo o trabalho deles faz muito sucesso até hoje, inclusive entre pessoas que não haviam nem nascido quando a banda terminou. No meio musical, o que é realmente bom fica eternizado. E The Doors e seu vocalista "inteligente com alma de palhaço, e que por isso põe tudo a perder nos momentos mais importantes" (segundo o próprio), segue eternizado com justiça.

Escrito por Bill às 16h42
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THE DOORS - AS PORTAS DA PERCEPÇÃO I

Ladies and gentlemen, from Los Angeles, California: The Doors! Essa é a abertura de uma versão ao vivo bem conhecida de "Roadhouse Blues", dos Doors, banda formada em 1965 por Jim Morrison (voz), Robbie Krieger (guitarra), Ray Manzarek (teclados) e John Densmore (bateria).
James Douglas Morrison, um adolescente tímido e deslocado, cresceu "devorando" livros, de autores como William Blake e Rimbaud. Inclusive foi ele quem batizou o grupo, influenciado pela frase "Se as portas da percepção fossem abertas, tudo pareceria ao homem como realmente é: infinito" de Blake, e também pela obra "As Portas da Percepção" de Aldous Huxley.
O primeiro disco de 1967, é histórico. Logo na abertura com "Break On Trough", em cima de uma bateria irresistível (segundo Densmore foi uma tentativa de tocar bossa-nova), Jim diz coisas como: "vamos irromper para o outro lado?" "Light My Fire", com a abertura super reconhecível de Manzarek, é bem longa, fugindo do padrão radiofônico, e com solos "viajantes" de guitarra e teclado. E a mais surpreendente: "The End" - longa peça com delírios lisérgicos e edipianos de Jim, num verdadeiro épico. Se Eric Clapton tem "Layla", Led Zeppelin tem "Stairway To Heaven", The Doors tem "The End". Que outra banda gravou um disco de estréia assim?
"Strange Days", também de 1967, tem uma capa esquisitona, pois a pedido deles, não foram colocadas fotos da banda - não haviam gostado do resultado do primeiro. "Strange" tem "Moonlight Drive" que Jim cantou à capela para Manzarek na primeira vez em que tiveram a idéia montar a banda. Morrison, a essa altura já tinha se revelado um grande compositor, com letras que faziam alusões a grandes viagens mentais, uma mistura da lisergia da época com as influências trazidas de suas leituras de grandes poetas, como em "Horse Latitudes". "Love Me Two Times", com algo de blues, é uma das mais conhecidas. "When The Music Is Over" é talvez a melhor letra de Jim, e é muito citada quando se quer falar da poesia dele. Exemplo: "Cancelem minhas inscrições para a reencarnação, e mandem credenciais minhas para a casa de detenção, tenho muitos amigos lá". "People Are Strange", gravada depois pelo Echo And The Bunnymen, tem uma bela melodia e é uma das melhores de toda carreira da banda. >
As apresentações da banda transformam-se em algo que ia além da música, grande parte pelo carisma e as loucuras de Morrison, que entre outras coisas imitava uma dança indígena, pois segundo ele, fora "tomado" pelo espírito de um índio.
"Waiting for the Sun" de 1968, é o terceiro trabalho. Dizem que o nome faz alusão à uma seita que Manzarek faz parte, cujo deus é o sol. "Hello, I Love You", dançante, abre o disco. "Love Street" tem uma bela melodia. "The Unknown Soldier" se tornaria um dos pontos altos dos shows, com Jim mostrando sua face de ator, sendo simbolicamente "fuzilado" por Krieger. "Spanish Caravan" é um belo exemplo da ousadia e inventividade da banda nos arranjos. "Five to One", é um ótimo blues. Aliás, Jim cada vez mais faz várias incursões no blues, para um certo desgosto de Densmore, que considera o ritmo meio monótono para bateristas.
As apresentações tornam-se ainda mais caóticas, como em um show em New Haven, no qual Jim foi preso em pleno palco, por vociferar no microfone contra policiais, que se sentiram desacatados.
"The Soft Parade" de 1969 é um trabalho menor dentro da discografia da banda, mas ainda assim tem "Wild Child" e "Touch Me", que fizeram algum sucesso.
Enquanto Jim começa a ganhar cada vez mais peso, gravam "Morrison Hotel", que tem "Roadhouse Blues", clássico absoluto da banda, "Waiting for the Sun", "You Make Me Real", "Queen of the Highway", ótimas, entre outras.
Em 1969, em Miami, o tal caos dos shows atinge seus limite máximo, com um possesso Jim Morrison dirigindo-se ferozmente à platéia, além de ter sido acusado de mostrar seus genitais. Esse dia rendeu a Jim um longo processo na justiça.
Parecendo decadente, Morrison cada vez mais gordo e barbudo começa deixar de lado sua "armadura" de roupas de couro e apresenta-se de maneira mais despojada. Continua...



Escrito por Bill às 16h42
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ROLLING STONE

A revista Rolling Stone, referencia durante décadas entre os roqueiros internacionais, vai ganhar uma versão nacional a partir de Outubro. De periodicidade quinzenal, aqui no Brasil vai ser mensal. Uma parte vai ser traduzida da versão original e outra vai ter colaboradores brasileiros. A julgar pela fama, vamos ganhar mais uma boa fonte de informações.
A revista fala sobre música, comportamento e cultura pop.

Abraços!
P.S.: Não é "jabá" !! Postei o assunto por conta própria, rs

Escrito por Bill às 09h57
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O MESTRE DO HORROR

Stephen King, o "mestre do horror" como é chamado, nasceu em Portland, no Maine (Estados Unidos) no dia 21 de setembro de 1947.

Motivado pela fama e também por curiosidade, uma vez li "Angustia" (Misery). Breve sinopse: Um famoso escritor de livros meio bregas é seqüestrado pela sua "fã número um", uma enfermeira psicopata, e mantido em cativeiro na casa dela. Esse verdadeiro pesadelo foi transformado em filme com o nome de "Louca Obsessão", com a Kathy Bates fazendo o papel da tal enfermeira, grande atuação.

A partir daí, me interessei pelos livros dele, pois na época gostava muito de filmes de terror. Apesar desse estilo não agradar a muitos, King é um grande contador de estórias.

O fato é que ele gosta é de nos assustar. E consegue. Sua bibliografia é imensa, e ele continua vendendo bem.

Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema, numa longa lista: "Carrie a Estranha", "O Iluminado", "Cemitério Maldito", "Cujo", "Eclipse Total", "A Hora Do Lobisomem", "A Hora da Zona Morta", "Christine", "O Aprendiz"(nada a ver com Justus), "O Apanhador de Sonhos", etc. a lista é enorme, e até hoje seus livros continuam virando filmes.

O Iluminado, de Stanley Kubrick, sempre é citado quando se fazem listas dos melhores filmes de terror. Apesar de ser até bom, ter um inesquecível e assutador Jack Nicholson e cenas antológicas, a obra perdeu um pouco de conteúdo ao passar para a telona. Existe uma nova versão, disponível nas locadoras, que teve a participação do próprio King na produção, inclusive aparecendo duas vezes (que eu percebi) rapidamente, em "pontas". Nessa a estória é fiel ao livro, inclusive para quem viu a primeira, aqui a narrativa se entende em vários anos depois que a do Kubrick acabou. Ficamos sabendo inclusive a verdadeira identidade o "amigo imaginário" do garoto Danny.

O que me chamou positivamente a atenção nas narrativas de King são as citações roqueiras que ele quase sempre faz, roqueiro convicto que é. Em "A Maldição do Cigano" por exemplo ele coloca um personagem escutando "Under My Tumb" dos Stones no walkman. Em "Zona Morta", tem um personagem chamado Rod Stewart. "Cemitério Maldito" tem Ramones duas vezes: Eles compuseram "Pet Sematary" (título original do livro) para a trilha sonora do filme, e em determinada passagem, um caminhoneiro dirige ao som de "Sheena Is a Punk Rocker". E por aí vai. Confiram esse dado nos livros/filmes. Tem vários.

Um parêntese: O nome "Pet Sematary", algo como - "simitério" de animais, - é assim mesmo, escrito errado propositalmente por fazer alusão a uma placa de madeira feita por crianças no livro, indicando o local que elas fizeram de cemitério para seus animais de estimação.

Aqui no Brasil virou "Cemitério Maldito", nada a ver. Aliás os tradutores de títulos de filmes às vezes se superam, ironicamente falando.

"A Dança da Morte", longa epopéia sobre a luta do bem contra o mau, rendeu uma minissérie. Outra série de muito sucesso, baseada em contos de King, tem feito sucesso nos Estados Unidos, e aqui na tv por assinatura.

Terror a parte, King à vezes surpreende nos contando estórias belíssimas, fungindo um pouco da temática, ao exemplo de "Conta Comigo" (Stand By Me) - quatro garotos se aventuram numa longa jornada, trocando suas experiências pré-adolescentes. Além desse, mais dois filmes de que muita gente gosta, "A Espera de Um Milagre" (The Green Mile) com Tom Hanks, e "Um Sonho de Liberdade" (Rita Hayworth and The Shawshank Redemption), com Tim Robbins, se passam em cadeias e assistir a esses dois é uma experiência. Se não viram ainda, vejam!

King constantemente é criticado por vender tanto num gênero considerado por muitos como sub-literatura. Mas muita gente aí vende milhões de livros no mundo com talento narrativo e imaginação bem menores.

O que vem a seguir parece ter saído de seus livros mas não foi, aconteceu realmente:

Alguns anos atrás, King foi atropelado nos arredores de sua casa, no Maine (esse local constantemente é cenário para suas obras), ficou muito ferido, e tempos depois, recuperado, comprou o carro que o atropelou só para destruí-lo a golpes de marreta, parecendo algum de seus loucos personagens.



Escrito por Bill às 12h06
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FUMAÇA NA ÁGUA

"Machine Head" é o melhor disco do Deep Purple, grande banda de hard rock que teve seu auge nos anos 70, com sua formação clássica: Ritchie Blackmore (guitarra), Ian Gillan (voz), John Lord (teclados), Roger Glover (baixo) e Ian Paice (bateria). Prometo no futuro detalhar mais a história do Deep Purple.

Esse disco foi gravado em Montreaux, em várias condições adversas. Por exemplo, a banda teve que usar um hotel como estúdio improvisado. Eles sempre contam várias curiosidades sobre a gravação, que foi bem peculiar.

Em "Machine" estão presentes dois clássicos absolutos do Purple: "Highway Star" e "Smoke On The Water". Highway Star é um rockão cheio de adrenalina com uma letra que fala de carros e velocidade, algo bem corriqueiro no rock. O duelo de solos de Blackmore/Lord nessa música é histórico. Smoke On The Water traz um riff de guitarra que é um dos mais famosos do rock. "Smoke" tem uma estória interessante:

Num dos intervalos de gravação do disco, eles foram assistir a um show do Frank Zappa, num prédio que funcionava, entre outras coisas, como cassino e centro cultural. O fato é que de repente o prédio começou a pegar fogo, e foi evacuado rapidamente. Então a banda voltou para o hotel, e, sem outra saída, ficou na janela observando a fumaça preta do incêndio, que passava sobre um lago bem em frente, numa visão feia e estranha. Depois de algum tempo, foram dormir. No meio da noite, o baixista Roger Glover acorda assustado, dizendo "fumaça na água!"(Smoke On The Water). Daí saiu o nome de um dos maiores clássicos do rock, pois a parte instrumental já estava praticamente composta. Acabaram colocando parte da estória na letra da música.

 

Parte da tradução de Smoke On The Water:

 

Saímos todos para Montreux

Ás margens do Lago Genebra

Para gravarmos um disco com um estúdio móvel

Não tivemos muito tempo

Frank Zappa and the Mothers

Estavam lá no melhor lugar

Mas um estúpido com um sinalizador

Incendiou o local até o chão

 

Fumaça sobre a água, fogo no céu

Fumaça sobre a água

(..)

(..) Fazemos um lugar suar

Não importa o que ganharmos com isso

Eu sei que nunca esqueceremos



Escrito por Bill às 12h13
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CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL

I wannna know, have you ever seen the rain?...Essa você conhece. E se você costuma frequentar bares com música ao vivo, canta junto.

"Have You Ever Seen The Rain" é um dos maiores sucessos do Creedence Clearwater Revival, banda formada em 1959 em El Cerrito, Califórnia (com outros nomes a princípio), pelos irmãos John (guitarra e voz) e Tom Forgety (guitarra), mais Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria).

A escolha do nome foi uma mistura com o nome de um amigo deles (Creedence) e um comercial de cerveja (Clearwater). Antes disso, a banda teve nomes como The Blue Velvets e The Golliwogs.

Com essa formação, gravaram os discos: Creedence Clearwater Revival (1968), Bayou Country (1969), Green River (bela capa!) (1969), Willy and The Poorboys (1969), Cosmo's Factory (1970), Pendulum (1970), Mardi Gras (sem Tom), (1972).

A voz de John Forgety, inconfundível, é a principal marca do Creedence, em grandes clássicos como: "I Put a Spell onYou", "Suzie Q", "Proud Mary" (que tem ótima regravação da Tina Turner), "Bad Moon Rising", "Lodi", "Who'll Stop the Rain", "I Heard It Through the Gravepine", "Have You Ever Seen the Rain?". E muitas outras. Qualquer roqueiro "véio" conhece pelo menos a metade destas. John também é o principal compositor.

O rock do Creedence é direto e sem muitas elocubrações, e acredito que agrada roqueiros de todas as idades. Os integrantes de moto clubes, por exemplo, adoram. Parece que o som combina perfeitamente com os trajes, as motos custom e o jeito "estradeiro" de ser. A voz rascante do John Forgety, combinada com as guitarras e o som "hard" estão gravadas pra sempre na memória dos apreciadores do bom rock'n'rol.

"Cosmo's Factory" pode ser considerado o melhor disco deles, que tem "Travelin' Band", a guitarra meio lisérgica para clima idem de "Run Through The Jungle", o riff inconfundível de "Up Around the Bend", a bela melodia e vocais de "Who'll Stop the Rain", e a melhor música do Creedence (para mim): "I Heard It Through the Gravepine" versão de um clássico de muito sucesso na voz de Marvin Gaye, que termina com a banda num longo improviso, selando o ótimo "clima" criado. Cosmo's fecha com a linda balada "Long As Can See the Light". Não por acaso, esse trabalho foi o maior sucesso comercial da banda. É cdteca básica!

"Mardi Gras" de 72 seria o último, pois logo depois a banda anuncia sua separação. Parecia inevitável, pois eles estavam sofrendo um certo desgaste nos últimos tempos, em parte pelo fato de John Forgety ser o vocalista e compositor, além de principal guitarrista, aparecendo bem mais do que os outros integrantes. Tom por exemplo havia saído do Creedence e não participou dessa gravação.

Depois saíram vários "ao vivo" e coletâneas. Talvez a melhor delas "Creedence Clearwater Revival - Chronicle, Vol. 1" é ideal pra quem quer conhecer.

Em 1990, Tom Forgety morre, em consequência de problemas pulmonares.

Por mais de uma vez, o Creedence Clearwater "Revisited" tocou aqui na cidade e amigos me convidaram para assistir. Falei que não iria, pois essa banda foi formada somente por Stu Cook (baixo) e Doug Clifford (bateria) em 1995, sem o Tom (óbvio) e John Forgety, que é o porta-voz e autor dos maiores clássicos deles.

A voz do vocalista é bem parecida com do John Forgety. Mas não é ele!! Simplesmente é alguém imitando, o que quase transforma essa banda num cover deles mesmos. Pode ser interessante, mas prefiro então o trabalho solo do John, que tem ótimas gravações ao vivo, e sempre toca músicas de sua antiga banda.

Não tenha vergonha de cantar "Have You Ever.." da próxima vez, porque faz parte do repertório do Creedence Clearwater Revival, banda respeitada por 9 entre 10 roqueiros de boa "estirpe".



Escrito por Bill às 12h12
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SALMAN RUSHDIE

No post sobre o U2, citei o escritor Salman Rushdie, que escreveu a letra de " The Ground Beneath Her Feet " para a trilha sonora do filme "The Million Dolar Hotel", filme idealizado a partir de estória contada pelo Bono Vox.

Salman foi perseguido duramente pelo islamismo (em especial pelo Ayatollah Ruhollah Khomeini) por ter escrito um livro chamado "Versículos Satânicos". A obra foi considerada ofensiva ao alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Ele viveu escondido durante anos, pois foi condenado a morte por isso. Como diria o saudoso Bezerra da Silva, ele durante anos morou "andando". Mudava de tempos em tempos, sem nunca divulgar seu paradeiro, e sob proteção policial. Numa dessas andanças, esteve presente no palco de um show do U2, a convite da banda, para sumir logo em seguida. Daí é que começou a amizade e parceria.

O fato é que Salman é um grande escritor. Eu li um livro dele chamado "O Chão Que Ela Pisa" (The Ground Beneath Her Feet - lembram?). Salman narra as aventuras de um casal que por acaso forma uma dupla musical de enorme sucesso no mundo. As descrições dos shows da dupla são antológicos. Ela é a vocalista, e ele o guitarrista, que por problemas de saúde toca dentro de uma enorme caixa de material transparente. O livro é uma "viagem" que fala de universos paralelos, e suas conexões com o mundo como o conhecemos. Apesar de longa, a narrativa é agradável, e deve agradar aos roqueiros, e apreciadores de boa leitura.

Depois da morte do Ayatollah, a sentença de morte foi retirada, ou pelo menos o caso foi considerado encerrado pelo governo iraniano, e Salman passou a viver publicamente. Alguns tradutores do livro em outros países foram duramente atacados por radicais islâmicos e um chegou a ser morto (o japonês Hitoshi Igarashi).

Salman Rusdie nasceu em 19/07/47 em Bombaim, Índia.

 

Bibliografia:

 

Grimus (1975)

Os Filhos da Meia-Noite (Midnight's Children) (1980)

Vergonha (Shame) (1983)

O Sorriso do Jaguar (The Jaguar Smile: A Nicaraguan Journey) (1987)

Versículos Satânicos (The Satanic Verses) (1989)

Haroun e o Mar de Histórias (Haroun and the Sea of Stories) (1990)

Pátrias Imaginárias (Imaginary Homelands: Essays and Criticism, 1981-1991) (1992)

Oriente, Ocidente (East, West) (1994)

O Último Suspiro do Mouro (The Moor's Last Sigh) (1995)

Chão que Ela Pisa (The Ground Beneath Her Feet) (1999)

Fúria (Fury) (2001)

Step Across This Line: Collected Nonfiction 1992-2002 (2002)

Shalimar, o Equilibrista  (Shalimar, The Clown) (2005)



Escrito por Bill às 12h58
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U2 - EMOÇÃO A SERVIÇO DO ROCK

O U2 foi formado no ano de 1976 em Dublin, Irlanda, por Paul David Hewson (Bono Vox) nos vocais, David Howell Evans (The Edge) guitarra, Adam Clayton no baixo e Larry Mullen, Jr., bateria

O 1º cd, "Boy" de 1980 traz "I Will Follow", rock básico (ao estilo deles) e é uma das minhas preferidas de toda a carreira do U2.

Em 1981, lançam "October", que tem "Gloria", e já começam a dar sinais de suas marcas registradas: A guitarra de estilo peculiar de Edge, limpa e harmonicamente bem estruturada, criando "climas" irresistíveis para a voz e o todo o carisma de Bono, além das letras carregadas de emoção.

"War" de 1983 é 1º grande trabalho do U2, com "Sunday Bloody Sunday" (que fala de um domingo sangrento, em que várias pessoas foram mortas em virtude dos conflitos religiosos em seu país natal.) O 1º single, "New Year's Day" torna-se um clássico instantâneo.

Também desse ano é "Under a Red Blue Sky", um EP (disco menor, em edição especial) ao vivo.

"Unforgettable Fire" de 1984, coloca o U2 de novo nas paradas com a bela "Pride (In the Name of Love)" que é uma homenagem a Martin Luther King, pastor e grande líder dos anos 60 no ativismo pelos direitos dos negros e mulheres, que foi assassinado em 4 de abril de 1968. Tem também a ótima "Bad".

Em 1985, apresentam-se no Live Aid, numa grande performance, e são "apresentados" finalmente ao grande público.

Em 1987 lançam "Joshua Three" considerado por muitos o melhor do U2. Aqui estão clássicos absolutos como "With Or Without You", "I Still Haven’t Found What I’m Looking For", "Here The Streets Have No Name", " Bullet the Blue Sky" as mais conhecidas, mas o restante do álbum não deixa nada a desejar, com a banda conseguindo seus climas, sempre passando muita emoção, seja nas letras, seja nas melodias.

A turne de "Joshua Three" é toda documentada e depois lançada como "Hattle And Hum", cd + filme, em que eles são flagrados em vários shows pelos Estados Unidos. Nos famosos estúdios Sun (que entre outros, abrigou gravações de discos antológicos de Elvis Presley e Jerry Lee Lewis), eles gravam de "Angel Of Harlem". Em "I Still Haven’t Found What I’m Looking For", foi utilizada uma igreja e um coral gospel, inesquecível. O cd e filme abrem com "Helter Skelter", dos Beatles, numa ótima versão. "Van Diemen's Land" é executada por The Edge, somente guitarra e voz. "Desire", eles aparecem em local de ensaio. Em "When Love Comes to Town" eles aparecem tocando ao lado de B.B. King. "All along the watchtower", é o U2 tocando Bob Dylan. Quase todo em preto-e-branco, o filme é fundamental, para se conhecer o U2 (pelo menos nessa época), e também é um dos melhores registros de uma banda de rock ensaiando e tocando. Uma cena antológica é quando eles tocam "Here The Streets Have No Name" em cima de um telhado, e são impedidos de tocar pela polícia bem no meio da execução da música, por causar caos no trânsito.

Segue-se uma época difícil: O "americanismo" desses últimos trabalhos e o messianismo em torno da banda começam a tornar-se um pouco cansativos, inclusive para eles mesmos.

Reunidos para a confecção de um novo álbum, a criatividade cai na estaca zero, a ponto de eles pensarem em abandonar as atividades. Então The Edge surge com um ótimo riff (frase de guitarra), e Bono sem demora coloca uma letra, fazendo nascer "One", que reascende a paixão da banda, culminado no disco "Achtung Baby" de 1991, ótimo trabalho, em que eles conseguem, finalmente a reinvenção que estavam procurando. "Achtung" é o meu preferido do U2. Desde a música de abertura, "Zoo Station", "The Fly", bem pesada, passando por "Mysterious Ways", "Even Better Than The Real Thing", "Until The End Of The World", "Ultra Violet ( Light My Way )", dá pra ouvir tudo numa tacada só. Enfim um disco quase perfeito.

O messianismo é deixado de lado, com Bono nos shows encarnando personagens como Macphisto, numa auto paródia, em que entre outras coisas, tenta ligar em pleno palco para a Casa Branca, e brinca, olhando num espelho,dizendo: "cara como você é lindo". É a Zoo Tv Tour, que coloca o espetáculo multimídia no mesmo grau de importância do som da banda.

Segue "Zooropa" de 1993, em que os experimentalismos, tão em alta no U2 nesses anos, atinge altos níveis, chegando a descaracterizar a banda, pelo menos da maneira como ela era percebida pelo público. Desse, destacam-se "Numb" (com ótimo clipe), "Lemon" e "Stay (Faraway So Close)", além da partcipação de Johny Cash em "The Wanderer".

Mas experimentalismo mesmo veio em “Original Soundtracks 1”, em que eles fazem o papel de uma banda fictícia, tocando trilhas sonoras de filmes fictícios, uma grande loucura. Salva-se "Miss Sarajevo" com participação de Luciano Pavarotti.

Depois de um longo tempo, voltam com Pop, 1997, quando eles ensaiam uma volta as origens, principalmente em "Staring At The Sun", "Please", "If God Will Send his Angels".Em "Discothèque" eles homenageiam esse estilo, inclusive no clip.

Segue-se a Pop Mart Tour, que inclusive passou pelo Brasil.

Mais ou menos por essa ópoca, Bono começa a envolver-se em campanhas pelo mundo pedindo mais atenção aos direitos humanos, o perdão para a dívida externa de países pobres, entre outras causas.

Em 1999, é lançado o filme “The Million Dollar Hotel”. A história desse filme foi bolada pelo Bono. Também sai a trilha sonora do filme. O famoso escritor "foragido" do Islamismo Salman Rushdie escreveu a letra de “The Ground Beneath Her Feet”, deste álbum.

"All That You Can Leave Behind" de 2000, também é uma volta às origens, com um som mais básico. Inclusive esse discurso (volta as origens) é uma constante nos últimos trabalhos de U2. "Beautiful Day" (grande música), "Elevation" (da trilha de Tomb Raider), "Stuck in a Moment You Can't Get Out Of", e "Kite" são os destaques. O fato é que o som realmente está mais rock'n'roll, como em "How to Dismantle an Atomic Bomb", de 2004, que já abre com a pesadona "Vertigo". A "Vertigo Tour" também passou por aqui, em 2006.

Esses últimos trabalhos parecem dizer que o U2 agora vai seguir uma linha, com rocks mais pesados em contraponto às suas famosas e emotivas baladas, sem arriscar-se tanto, como fez em Achtung Baby, Zôo Tv e Original Soundtracks.

Mas é apenas uma impressão, já que essa história ainda está sendo contada. Sim, porque estamos presenciando ao vivo a carreira de uma das melhores bandas da história do rock.



Escrito por Bill às 17h13
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